
A articulação do Governo da Bahia com o Governo Federal já apresenta resultados concretos no enfrentamento aos efeitos do El Niño. Recursos de assistência humanitária no valor de R$ 1,42 milhão estão sendo destinados diretamente aos municípios para contratação de caminhões-pipa e aquisição de combustível, reforçando o abastecimento de água potável, principalmente para populações rurais em situação de insegurança hídrica.
Nesta etapa, os recursos contemplam Condeúba, Jaguarari, Manoel Vitorino, Andaraí, Riachão do Jacuípe, Boa Vista do Tupim, Valente e Gavião. A medida complementa a Operação Carro-Pipa, desenvolvida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, por meio do Exército, ampliando a capacidade dos próprios municípios de executar ações de abastecimento.
Os valores destinados a cada município são definidos a partir de critérios que consideram a população a ser atendida e a necessidade de caminhões-pipa para o abastecimento. O apoio prevê recursos para locação dos veículos e combustível por um período de 90 dias, permitindo que os municípios executem diretamente as ações de distribuição de água.
Ações concretas
Para o coordenador executivo da Coordenação de Acompanhamento de Políticas de Inclusão Socioprodutiva e Sustentabilidade (COPIS), da Casa Civil do Estado da Bahia, José Augusto de Castro Tosato, o repasse materializa o trabalho de articulação desenvolvido nos últimos meses.
“Desde o início, o objetivo da articulação foi transformar planejamento e integração entre os governos em ações concretas para a população. Esses recursos mostram esse resultado na prática, fortalecendo a capacidade dos municípios de agir diretamente onde a estiagem já compromete o abastecimento de água”, afirma Tosato.
Da articulação à resposta
A liberação dos recursos é resultado do trabalho integrado desenvolvido nos últimos meses pelo Estado com o Governo Federal e os municípios para antecipar e organizar as respostas aos efeitos do El Niño. A estratégia envolve a identificação das necessidades locais, a definição das prioridades e a busca de instrumentos capazes de garantir respostas mais rápidas nos territórios.
Segundo o superintendente de Proteção e Defesa Civil da Bahia, Osny Bomfim, a participação dos municípios é fundamental para que as ações alcancem as comunidades mais afetadas. “É no município que os efeitos da estiagem são sentidos diretamente pela população. Essa integração permite identificar as necessidades locais e transformar o planejamento em resposta, garantindo condições para que os municípios atendam as comunidades que mais precisam”, destaca Osny.