Geral Gestão
Governo de Minas inicia Projeto de Manejo de Resíduos Sólidos para 200 municípios mineiros
Iniciativa integra Programa de Saneamento no âmbito do Acordo de Reparação do Rio Doce
27/10/2026 13h30
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais

O Governo de Minas iniciou, nesta segunda-feira (26/10), o Projeto de Resíduos Sólidos Urbanos, que integra o Programa de Saneamento do Acordo de Reparação do Rio Doce. A iniciativa contemplará 200 municípios da Bacia com soluções regionalizadas para melhorar a coleta, o tratamento e a destinação adequada dos resíduos nessas localidades.

O Comitê Orientador de Saneamento de Minas Gerais é a principal instância de governança do programa, responsável por definir as diretrizes gerais e orientar a aplicação dos recursos. A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) exerce a função de Secretaria Executiva do Comitê.

“Esse é o início de um projeto que trata de um direito básico, mas, infelizmente, ainda há lugares que convivem com sua falta. Então é importante nós buscarmos sempre implementar iniciativas dessa natureza, para que o cidadão tenha sempre o seu direito à dignidade e à cidadania atendidos”, ressalta o secretário-adjunto de Estado de Planejamento e Gestão, Rodrigo Matias.

O projeto irá contribuir para enfrentar desafios como a existência de lixões, a necessidade de melhorias no tratamento e na destinação final dos resíduos e a baixa abrangência da coleta seletiva.

Pelo Estado de Minas Gerais também integram o comitê as Secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-MG) e de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra-MG) , com composição paritária com a União, representada pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi/Casa Civil) e pelo Ministério das Cidades.

Projeto de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos

Durante a reunião que marcou o início do projeto, foram apresentados os objetivos, a metodologia de trabalho, as etapas previstas e os próximos passos para o desenvolvimento dos estudos, que irão avaliar alternativas para a prestação regionalizada dos serviços de manejo, tratamento e destinação dos resíduos sólidos, considerando as características e necessidades de cada município.

O objetivo é identificar modelos que conciliem eficiência operacional, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômico-financeira, para a criação de soluções duradouras para a região.

A estruturação é de responsabilidade do Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas da Caixa Econômica Federal (FEP Caixa), contratado em junho de 2026 pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) , e contará com o apoio da International Finance Corporation (IFC).

Para a diretora de Infraestrutura e PPPs da Codemge, Fernanda Alen, a cooperação entre as instituições é essencial para transformar os estudos em benefícios para a população.

“A conclusão da estruturação desses projetos não será o fim do programa, mas o início de uma mudança de realidade que todos esperamos. A Codemge participa desse esforço com apoio técnico e operacional e com a contratação de consultorias especializadas. Nosso compromisso é com a continuidade do trabalho e com a construção de soluções que contribuam para reparar os danos e promover o desenvolvimento do estado”, afirma.

Programa de Saneamento da Bacia do Rio Doce

O recurso do Programa de Saneamento consta no Acordo de Reparação do Rio Doce, que prevê R$ 11 bilhões para ações de saneamento básico, dos quais R$ 7,54 bilhões são destinados a Minas Gerais. Os investimentos abrangem abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos urbanos e macrodrenagem.

A execução do programa envolve diferentes instâncias de governança e instituições com responsabilidades complementares.

Acordo

O Acordo de Reparação do Rio Doce foi assinado em outubro de 2024 pelos estados de Minas Gerais e Espírito Santo com a União, Defensorias Públicas e Ministérios Públicos dos dois estados, Defensoria Pública e Ministério Público da União, e as empresas Samarco Mineração S.A., Vale S.A. e BHP Billiton Brasil Ltda. O rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, deixou 19 mortos e causou graves impactos sociais, ambientais e econômicos em Minas e no Espírito Santo.