O bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, passou a receber as obras de desconstrução e melhorias em moradias impactadas pelo vazamento de gás, seguido de explosão, ocorridos em maio deste ano. Para isso, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) assinou um Acordo de Mútua Cooperação com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para atuação conjunta na recomposição de toda a área. O projeto contemplará a desconstrução, a reconstrução e a reforma de unidades atingidas, com investimento operacional de R$ 5,4 milhões.
O acordo assinado com a Sabesp não envolve a transferência de recursos financeiros entre as duas empresas e estipula que as obras sejam contratadas e pagas pela Companhia de Saneamento, enquanto a CDHU fará o gerenciamento dos trabalhos.
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Na primeira etapa, que começa nesta segunda (26), está prevista a desconstrução de 61 unidades habitacionais em 5,3 mil m² de área, seguida da contenção, estabilização e retirada de entulhos remanescentes do local. Os trabalhos serão realizados de maneira manual para mitigar os impactos na região. As moradias a serem desconstruídas eram de famílias já encaminhadas para atendimento habitacional pela Sabesp. A CDHU, com sua expertise técnica, realizará o gerenciamento, acompanhamento técnico e fiscalização dos serviços. A previsão é que essa primeira fase seja finalizada ainda em janeiro de 2027.
“A iniciativa busca melhorar a qualidade de vida dos moradores, priorizando, neste primeiro momento, a salubridade e as condições de ventilação das casas, afirma Silvio Vasconcellos, diretor de Engenharia e Obras do CDHU.
A segunda etapa abrange a reconstrução de cinco moradias e a reforma de cerca de 200 unidades. Estima-se que essas ações sejam iniciadas até o fim 2026. Assim como na primeira fase, caberá à Sabesp a contratação da empresa, e à CDHU, o gerenciamento, acompanhamento e fiscalização da obra. A reforma das moradias será realizada nos moldes do programa Viver Melhor, já existente na CDHU desde 2012.
Com ampla experiência nesse tipo de execução de obras, o Viver Melhor realiza melhorias e adequações em unidades habitacionais já construídas em assentamentos e núcleos urbanos do estado de São Paulo, acompanhadas de serviços de assistência técnica e de conservação viária. As intervenções nas unidades ampliam condições de salubridade, acessibilidade e habitabilidade sem custos para os moradores. Desde 2023, mais de 6,9 mil famílias foram beneficiadas pelo programa, totalizando um investimento estadual de R$ 221 milhões.
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Desenvolvem-se serviços típicos de reparos e melhorias, como complementos ou refazimentos de revestimentos de paredes e pisos, revisão e reforço em coberturas, pintura, complemento ou reforço em alvenarias, instalação de esquadrias, execução de tubulação de água e/ou esgoto e ligação na rede pública existente, além da instalação de sanitários, revisão de instalações elétricas, complementos de drenagem e melhorias de acesso, contenções e melhorias urbanas pontuais, necessárias à requalificação do domicílio.
A CDHU também construirá novo equipamento público para melhoria na integração do espaço urbano da área do incidente. O projeto, desenvolvido pela Companhia, prevê um espaço totalmente revitalizado com praças e área verde. A intervenção visa à criação de espaços coletivos de convivência e lazer para os moradores do bairro, alinhada a princípios de sustentabilidade e resiliência urbana. O projeto está em etapa de estudos urbanísticos e geotécnicos.
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Desde a ocorrência do incidente, em maio de 2026, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), por meio da CDHU, atuou na região do Jaguaré para apoiar a população a acessar as concessionárias Sabesp e Comgás no processo de ressarcimento e atendimento habitacional, sobretudo aquelas cujas moradias tiveram a estrutura comprometida definitivamente.
O trabalho da Companhia no local se justificou pela expertise no trabalho social em núcleos precários ou em atendimento a populações afetadas por incidentes, com cadastramento e encaminhamento para soluções habitacionais. Além do contato inicial com as famílias, a CDHU apresentou imóveis que poderiam ser utilizados no reassentamento das famílias afetadas, conduzido pela Sabesp.
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