
A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) está em processo de implantação de armadilhas Ovitrampa no município de São Miguel dos Campos. A medida visa tornar o combate ao mosquito Aedes aegypti muito mais estratégico e efetivo e faz parte de um plano estadual para levar a tecnologia a todos os municípios alagoanos com mais de 50 mil habitantes.
A armadilha Ovitrampa é uma técnica que consiste na colocação de um vaso de planta preto, preenchido com água em que foi adicionada uma substância atrativa para o mosquito, que fica posicionado em um local e simula o ambiente perfeito para a procriação do inseto. Dentro do recipiente, há uma palheta de madeira que facilita que a fêmea bote os ovos.
A partir disso, segundo o coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses, Clarício Bugarim, a a equipe da vigilância começa a fazer a coleta do material semanalmente. Com isso, é possível a contagem dos ovos, definindo assim a população do mosquito num raio de nove quarteirões.
“Através da técnica pode-se monitorar em tempo real o comportamento do mosquito e as regiões de maior concentração, tornando as ações de combate mais efetivas e controlando a proliferação das doenças causadas pelo vetor”, explicou o coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses.
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Clarício destacou, ainda, que a técnica atua como sensor biológico de alta sensibilidade. “Com os dados analisados pode-se antecipar a existência de surtos de doenças como dengue e chikungunya. Isso possibilita à gestão de saúde uma atuação direcionada e eficaz nos locais onde foram registrados os maiores índices de ovos do mosquito”, enfatizou.
Cuidados que contribuem para a não proliferação do mosquito
Já o supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, pontuou que os cuidados preventivos para evitar a proliferação do mosquito devem ser sempre observados.
“Evitar nas residências o acúmulo de garrafas vazias, pneus, vasos de plantas e baldes são providências simples que podem garantir a segurança e bem-estar de todos. Para isso, segundo orienta o Ministério da Saúde, basta uma vistoria rápida de dez minutos por dia, toda semana, na residência, visando eliminar os locais onde o Aedes aegypti pode se reproduzir”, detalhou.