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Unidades do Eixo Crítico do Huse garantem monitoramento contínuo e cuidado multiprofissional a pacientes de Alta Complexidade

UAC e UCV atuam como setores do cuidado intensivo no Huse, organizando o fluxo assistencial

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
26/06/2026 às 14h37
Unidades do Eixo Crítico do Huse garantem monitoramento contínuo e cuidado multiprofissional a pacientes de Alta Complexidade
UAC e UCV atuam como setores do cuidado intensivo no Huse, organizando o fluxo assistencial / Fotos: Ascom SES

“Eu não tenho palavras para agradecer. Ele está aqui há mais de dois meses e, mesmo com todo esse tempo, nunca faltou cuidado”. O relato emocionado é da estudante Ana Carolina Santos Bastos, que acompanha o avô José Hamilton dos Santos, de 73 anos, internado em uma das Unidades de Apoio Crítico (UAC) do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

Morador do município de Salgado, José Hamilton foi atendido inicialmente pelo Samu 192 Sergipe, passou pela Ala Vermelha e, em seguida, foi transferido para a UAC, onde permanece internado. Ana Carolina lembra que o quadro do avô foi súbito e grave. “Ele perdeu os movimentos, não falava e foi atendido pelo Samu. Chegou na Ala Vermelha e logo depois já estava na UAC. Desde o início nunca faltou cuidado, recebe assistência o tempo todo”, relatou Ana Carolina.

A experiência da família ajuda a ilustrar o funcionamento das Unidades de Apoio Crítico (UAC) e Cardiovascular (UCV), que integram o chamado Eixo Crítico do Huse. Apesar da alta complexidade, o cuidado humanizado é um dos pilares do atendimento, refletido na rotina dos pacientes e no acolhimento às famílias. Os setores funcionam garantindo o monitoramento contínuo e suporte multiprofissional a pacientes em estado grave.

Na UAC, são atendidos casos de instabilidade hemodinâmica ou respiratória, politraumas, pós-operatórios de grande porte e pacientes que chegam da Ala Vermelha após estabilização inicial. Já a UCV concentra o atendimento de pacientes cardiológicos e neurológicos de alta complexidade, como síndromes coronarianas agudas, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias graves, pós-operatórios vasculares e casos de AVC que exigem acompanhamento intensivo.

Segundo a apoio gerencial das unidades, Martha Nunes, o trabalho desenvolvido nas UAC e UCV é resultado de uma organização assistencial estruturada, que tem como foco a segurança do paciente crítico, a continuidade do cuidado e a tomada de decisão rápida diante de qualquer alteração clínica. “O funcionamento das unidades críticas exige uma atuação muito integrada entre equipes médicas, de enfermagem e demais áreas de apoio. Aqui, trabalhamos com protocolos assistenciais bem definidos, que orientam desde a admissão do paciente até sua evolução clínica, seja para alta, transferência para enfermaria ou necessidade de UTI”, explicou.
 
Ela reforça ainda que o acompanhamento contínuo permite identificar rapidamente qualquer mudança no quadro clínico. “É um ambiente em que a vigilância é constante. Monitoramos sinais vitais, evolução clínica, resposta ao tratamento e qualquer sinal de agravamento. Isso permite intervenção rápida e, quando necessário, transferência imediata para UTI. Da mesma forma, quando o paciente evolui bem, conseguimos encaminhar para enfermaria com segurança”, completou.
 
Fluxo assistencial

O fluxo assistencial dentro do Eixo Crítico segue um curso: entrada pela Ala Vermelha, encaminhamento para UAC ou UCV conforme o perfil clínico, e posterior evolução para enfermaria ou UTI, dependendo da condição do paciente. Entre os critérios de alta estão estabilidade hemodinâmica, ausência de necessidade de suporte ventilatório invasivo e redução do risco de complicações agudas. Já a transferência para a UTI ocorre em casos de piora clínica, necessidade de ventilação mecânica prolongada ou disfunção orgânica grave.

As unidades contam com equipes multiprofissionais que atuam de forma ininterrupta. Entre os principais quadros atendidos estão sepse, infarto agudo do miocárdio, AVC, pós-operatório de alto risco, ventilação não invasiva e mobilização precoce, sempre seguindo critérios clínicos bem definidos.

Ana Carolina
Ana Carolina
Martha Nunes
Martha Nunes
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